Agosto Lilás: o que é e como aplicar nas empresas 

O Agosto Lilás é uma campanha de conscientização sobre a violência doméstica, com foco na denúncia, apoio às vítimas e transformação social.
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O mês de agosto ganhou um destaque especial nos últimos anos devido à campanha Agosto Lilás, focada no combate à violência doméstica contra as mulheres. Essa ação tem como objetivo não apenas conscientizar a sociedade sobre a gravidade desse problema, mas também incentivar a busca por soluções e apoio para as vítimas.  

Entender o Agosto Lilás é essencial sobretudo para implementar campanhas eficazes no ambiente corporativo. Neste artigo, abordaremos os principais aspectos dessa campanha e como ela pode ser aplicada dentro das organizações. Siga a leitura! 

O que é a campanha agosto lilás? 

Antes de tudo, o Agosto Lilás é uma campanha nacional que visa conscientizar a sociedade sobre a violência doméstica, especialmente contra mulheres, e combater a impunidade. Assim, durante agosto, promovem-se várias ações para chamar a atenção para o tema, oferecendo informações sobre como identificar e combater diferentes tipos de violência.

Além disso, a campanha também busca reforçar o papel das políticas públicas e dos canais de denúncia, incentivando o apoio e a busca por ajuda por parte das vítimas. Esse é um momento crucial para que empresas, especialmente em setores de segurança, possam contribuir com a conscientização e promover a integração de ações que favoreçam um ambiente mais seguro. 

Por que a cor lilás foi escolhida para o Agosto Lilás? 

A escolha da cor lilás para a campanha de conscientização está diretamente relacionada ao movimento internacional em prol dos direitos das mulheres. O lilás simboliza a luta contra a violência de gênero e representa a coragem das mulheres que enfrentam essa dura realidade.  

A cor também se conecta com a ideia de transformar a dor em ação positiva, sendo uma cor que evoca empatia e solidariedade. Em empresas, a adesão ao Agosto Lilás pode ser visível por meio de símbolos como faixas e iluminação em lilás. Incentivando assim, o diálogo e a sensibilização. 

Quais são os canais de denúncia durante o Agosto Lilás? 

Durante a campanha, é fundamental que todos saibam onde denunciar casos de violência doméstica. No Brasil, os principais canais de denúncia são: 

  1. Disque 180: central de atendimento à mulher, que oferece informações e orientações sobre os direitos das mulheres e formas de denunciarem violência. 
  1. Delegacia da mulher: delegacias especializadas no atendimento de vítimas de violência doméstica. 
  1. WhatsApp da mulher (62 99229-0052): ferramenta moderna para denunciar de forma anônima, no conforto do celular. 
  1. Aplicativo “Parceira”: oferece um canal seguro e discreto para denúncias e orientações. 

Esses canais são vitais não apenas no mês de agosto, mas também para o restante do ano, permitindo que a sociedade se engaje no combate à violência de gênero de forma contínua. Para empresas, divulgar esses números e canais pode ser uma forma efetiva de apoiar a campanha dentro do ambiente corporativo. 

Como surgiu o Agosto Lilás? 

O Agosto Lilás surgiu como uma resposta à crescente necessidade de um movimento organizado para combater a violência contra a mulher. Foi inspirado em campanhas internacionais como o Outubro Rosa (prevenção ao câncer de mama) e o Novembro Azul (prevenção ao câncer de próstata).  

A campanha foi criada para reforçar a importância de ações educativas, de conscientização e de denúncia, focando na legislação, nas políticas públicas e na rede de apoio às vítimas. Além disso, tem o objetivo de promover a reflexão sobre os direitos das mulheres e como a sociedade pode ser mais inclusiva e acolhedora. 

Agosto Lilás e os tipos de violência 

O Agosto Lilás abrange diversos tipos de violência contra a mulher, os quais se manifestam de diferentes formas, como: 

  1. Violência física: agressões que causam dano físico ou psicológico à vítima. 
  1. Violência psicológica: ato de manipulação, humilhação ou controle que afeta o bem-estar mental da mulher. 
  1. Violência sexual: quando há coerção sexual, estupro ou abuso de qualquer natureza. 
  1. Violência Moral: dizer ou fazer algo que prejudique a honra e imagem da vítima. 
  1. Violência patrimonial: destruição de bens materiais ou controle excessivo dos recursos da mulher. 
  1. Violência obstétrica: maus-tratos durante a gestação, parto ou pós-parto. 

As empresas devem trabalhar continuamente os tipos de violência por meio de campanhas de sensibilização, treinamentos e criando espaços seguros para que as mulheres se expressem e busquem ajuda.

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O objetivo do Agosto Lilás 

O principal objetivo do Agosto Lilás é dar visibilidade à violência contra a mulher, promovendo a conscientização e disseminação de informações essenciais. A campanha visa educar a sociedade, oferecendo ferramentas para identificar sinais de violência, estimular a denúncia e promover políticas públicas que atendam as vítimas.  

Nas empresas, o objetivo expande-se ao criar espaços de diálogo e apoio às vítimas de violência doméstica, além de oferecer soluções que garantem a segurança e o bem-estar de todos os trabalhadores.

Como aplicar o Agosto Lilás nas empresas? 

Para aplicar o Agosto Lilás nas empresas, especialmente no contexto de segurança do trabalho e cultura organizacional, podem ser adotadas algumas ações estratégicas: 

  1. Campanhas de conscientização: utilize a comunicação interna, como e-mails, intranet, cartazes e murais, para informar os trabalhadores sobre a campanha, os canais de denúncia e a importância da prevenção. 
  1. Palestras e treinamentos: organize workshops com especialistas para discutir a violência contra a mulher, como identificar sinais de abuso e o papel de cada um na prevenção. 
  1. Distribuição de materiais informativos: ofereça folhetos, cartilhas e conteúdos digitais que abordem a temática, explicando como agir em situações de violência. 
  1. Apoio a trabalhadores: estabeleça um protocolo para apoiar vítimas dentro da empresa, garantindo um ambiente seguro e acolhedor para denunciar sem medo de represálias. 
  1. Parcerias com organizações especializadas: busque parcerias com ONGs, delegacias da mulher e outras entidades que possam fornecer suporte e orientações tanto para os trabalhadores quanto para a empresa. 

Conclusão 

O Agosto Lilás é uma oportunidade crucial para as empresas se alinharem à causa do combate à violência doméstica. Ao incluir ações de conscientização e apoio à campanha dentro da cultura corporativa, as organizações não apenas contribuem com uma causa social importante, mas também promovem ambientes mais seguros e empáticos para todos os seus trabalhadores.  

A Weex, com sua experiência em campanhas de saúde, segurança e bem-estar no ambiente de trabalho, pode ser uma parceira estratégica para integrar o Agosto Lilás de maneira eficaz e impactante. 

Perguntas frequentes sobre Agosto Lilás:

O que é a Lei Maria da Penha e como ela protege as mulheres no contexto do trabalho?


A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) é o principal instrumento legal brasileiro de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Ela criou mecanismos para coibir e prevenir essa violência, estabelecendo medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor do lar e proibição de aproximação da vítima. No contexto do trabalho, a lei tem implicações diretas: a mulher vítima de violência doméstica pode ser mantida no emprego mesmo que precise se ausentar para atendimento médico ou medidas de proteção, conforme o Art. 9°, §2°, inciso II da Lei Maria da Penha. Empresas que conhecem e respeitam esses direitos contribuem para que suas trabalhadoras não precisem escolher entre a segurança e o emprego.

Como a violência doméstica impacta a produtividade e o absenteísmo nas empresas?

Os impactos da violência doméstica no ambiente corporativo são amplos e mensuráveis. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), mulheres em situação de violência doméstica têm até 60% mais probabilidade de perder o emprego em decorrência dos efeitos físicos e psicológicos da violência. No Brasil, estudo do Instituto Maria da Penha aponta que as consequências incluem faltas recorrentes, queda de desempenho, dificuldade de concentração e aumento dos custos com saúde. Para as empresas, ignorar esse fenômeno significa absorver silenciosamente esses custos sem endereçar a causa, enquanto políticas ativas de apoio às vítimas reduzem o impacto e reforçam o compromisso com o bem-estar coletivo.

Qual é a diferença entre violência doméstica e violência de gênero no contexto jurídico brasileiro?

Violência de gênero é um conceito mais amplo, que abrange qualquer ato violento motivado pela condição de gênero da vítima, podendo ocorrer em qualquer ambiente, inclusive no trabalho. Já a violência doméstica, regulamentada pela Lei Maria da Penha, refere-se especificamente a atos cometidos no âmbito doméstico ou familiar, contra a mulher, por pessoa com quem ela tenha ou tenha tido relação afetiva. O Agosto Lilás, embora focado na violência doméstica, conecta-se ao conceito mais amplo de violência de gênero ao sensibilizar a sociedade e as empresas sobre comportamentos misóginos, assédio e discriminação que frequentemente precedem ou coexistem com a violência física no ambiente doméstico.

Empresas têm obrigação legal de implementar políticas de enfrentamento à violência doméstica?

Não existe ainda uma lei federal que obrigue especificamente as empresas a criar políticas internas de enfrentamento à violência doméstica, mas há um movimento crescente nessa direção. O Projeto de Lei 1.178/2021, em tramitação no Congresso, propõe que empresas com mais de 20 funcionários adotem políticas de prevenção e apoio a vítimas. Além disso, a NR-1 atualizada exige que riscos psicossociais sejam mapeados no PGR, e a violência doméstica é um fator de risco psicossocial reconhecido que impacta a saúde e a segurança das trabalhadoras. Empresas que adotam políticas proativas estão, portanto, à frente da legislação e reduzem passivos trabalhistas futuros.

Como criar um canal seguro e confidencial para que trabalhadoras denunciem situações de violência doméstica?

Um canal seguro e eficaz deve garantir anonimato, ausência de represálias e encaminhamento adequado das denúncias. As boas práticas incluem disponibilizar um canal exclusivo e separado dos canais de RH convencionais, com atendimento por profissionais treinados em escuta qualificada, comunicar claramente aos trabalhadores como o canal funciona e o que acontece com as informações recebidas, garantir que o acesso não seja rastreável pelo empregador e estabelecer parceria com organizações especializadas, como o CVV ou ONGs de apoio à mulher, para encaminhamento das vítimas. Segundo o Instituto Ethos, empresas com canais de denúncia bem estruturados têm maior credibilidade interna e mais facilidade para reter talentos femininos em posições de liderança.