Como fazer uma campanha de Maio Amarelo em 2026

Saiba como fazer uma campanha de Maio Amarelo na sua empresa: do planejamento às ações práticas e documentação de resultados.
maio amarelo e segurança no trânsito

Organizar uma campanha de Maio Amarelo dentro da empresa é uma das formas mais diretas de demonstrar que a organização leva a sério a segurança dos seus trabalhadores, dentro e fora do ambiente de trabalho. Contudo, muitas campanhas ficam no simbólico: um cartaz, um post na intranet e uma palestra no auditório. O resultado é baixo engajamento, mensagem que não fica e nenhuma mudança de comportamento real.

Este artigo é um guia prático para quem precisa estruturar uma campanha de Maio Amarelo e segurança no trânsito que funcione de verdade, com planejamento, ações concretas, formatos adequados e documentação para comprovar o que foi feito.

Por que a campanha de Maio Amarelo importa para a empresa

Antes de planejar qualquer ação, é importante entender por que o Maio Amarelo e segurança no trânsito não são apenas uma pauta de comunicação, mas uma questão de gestão de saúde e segurança ocupacional.

Os acidentes de trânsito que envolvem trabalhadores em deslocamento entre a casa e o trabalho são reconhecidos pela legislação brasileira como acidentes de trajeto, equiparados a acidentes de trabalho pela Lei n.º 8.213/91. Eles geram Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), benefício previdenciário e entram nos indicadores de SST da empresa. Além disso, trabalhadores que conduzem veículos como parte de suas funções têm o risco de trânsito como risco ocupacional direto.

Portanto, ao realizar uma campanha de Maio Amarelo bem estruturada, a empresa não está apenas aderindo a um movimento nacional. Ela está atuando diretamente na prevenção de um risco que afeta seus trabalhadores, seus indicadores e seus custos.

Etapa 1: defina os objetivos da campanha

O primeiro passo para fazer uma campanha de Maio Amarelo eficaz é definir com clareza o que se espera alcançar. Sem objetivos concretos, a campanha tende a se tornar uma série de ações desconectadas sem impacto mensurável.

Alguns exemplos de objetivos bem definidos para o Maio Amarelo:

  • Reduzir em X% os registros de acidentes de trajeto nos meses de maio e junho em comparação com o mesmo período do ano anterior
  • Atingir 90% de participação dos trabalhadores nas ações da campanha
  • Conscientizar 100% dos trabalhadores que conduzem veículos a serviço sobre as políticas de segurança viária da empresa
  • Apresentar os resultados da campanha para a liderança com dados de engajamento ao final do mês

Com os objetivos definidos, todas as decisões seguintes, do formato ao conteúdo, ficam mais fáceis de tomar e mais fáceis de justificar.

Etapa 2: mapeie o público e os riscos específicos da empresa

Uma campanha genérica sobre trânsito raramente gera identificação. Por isso, antes de escolher os temas, mapeie o perfil dos trabalhadores e os riscos mais relevantes para o contexto da empresa.

Perguntas úteis nessa etapa:

  • Quantos trabalhadores utilizam veículo próprio no trajeto casa-trabalho?
  • Há trabalhadores que conduzem veículos da empresa como parte da função?
  • Qual é o percentual de trabalhadores que utilizam motocicleta, seja como transporte ou como ferramenta de trabalho?
  • A empresa já registrou acidentes de trajeto nos últimos 12 meses? Quais foram as causas?
  • Há rotas ou horários de deslocamento com maior concentração de risco?

Essas respostas orientam a seleção dos temas e permitem que a campanha seja contextualizada para a realidade dos trabalhadores, o que aumenta significativamente o engajamento e a retenção das mensagens.

Etapa 3: escolha os temas da campanha

Com o mapeamento em mãos, defina quais temas serão abordados ao longo do mês. Para o Maio Amarelo e segurança no trânsito, os temas mais relevantes e com maior potencial de mudança de comportamento incluem:

Uso do celular ao volante

Um dos fatores de risco mais frequentes e mais subestimados. A campanha pode abordar os dados de risco, a legislação vigente e as alternativas práticas para evitar o uso do celular durante a condução, especialmente em contextos de trabalho em que o trabalhador pode sentir pressão para responder mensagens ou ligações durante o deslocamento.

Fadiga e direção

Trabalhadores com jornadas longas, turnos rotativos ou alta pressão de entrega são especialmente vulneráveis à fadiga ao volante. Abordar os sinais de alerta, as pausas recomendadas e a relação entre qualidade do sono e segurança no trânsito é um dos temas com maior impacto para esse perfil de público.

Motociclistas: riscos e cuidados específicos

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), motociclistas são a categoria com maior índice de mortalidade no trânsito brasileiro. Em muitos setores, como logística, serviços e construção, uma parcela significativa dos trabalhadores usa moto como transporte ou ferramenta de trabalho. Por isso, dedicar um bloco específico da campanha a esse público é uma ação de alto impacto.

Direção defensiva

Técnicas de direção defensiva são práticas comprovadas de redução de acidentes. Incluir conteúdos sobre antecipação de riscos, distância segura, comportamento em situações adversas e cuidados com pontos cegos pode ser complementado por treinamentos práticos para trabalhadores que conduzem veículos a serviço.

Pedestres e ciclistas

A segurança no trânsito vai além de quem dirige. Abordar o comportamento seguro de pedestres e ciclistas amplia o alcance da campanha para todos os trabalhadores, independentemente do modal de deslocamento.

Etapa 4: monte o calendário de ações para o mês de maio

Uma campanha de Maio Amarelo eficaz distribui as ações ao longo das quatro semanas do mês. Concentrar tudo em um único dia ou evento reduz o impacto e limita o alcance a quem estava presente naquela ocasião específica.

Uma estrutura eficaz pode seguir este modelo:

1 Semana: lançamento e sensibilização

  • Comunicado oficial da empresa aderindo ao Maio Amarelo
  • Divulgação dos dados de acidentes de trânsito no Brasil e no setor de atuação da empresa
  • Disponibilização dos primeiros conteúdos educativos

2 Semana : conteúdo temático aprofundado

  • Módulo sobre uso do celular ao volante
  • Módulo sobre fadiga e direção
  • Quiz interativo sobre comportamento seguro no trânsito

3 Semana: ações práticas e participativas

  • Palestra ou bate-papo com especialista em segurança viária
  • Dinâmica de sensibilização com depoimentos ou simulações
  • Conteúdo específico para motociclistas, se aplicável

4 Semana: encerramento e resultados

  • Apresentação dos dados de participação para os trabalhadores
  • Reconhecimento de setores com maior engajamento
  • Comunicação sobre ações contínuas de segurança no trânsito ao longo do ano

Etapa 5: escolha os formatos adequados para cada público

O formato do conteúdo influencia diretamente o engajamento. Trabalhadores operacionais consomem informação de forma diferente de equipes administrativas. Por isso, a campanha de Maio Amarelo deve considerar o perfil do público ao definir os formatos.

  • Vídeos curtos de até 3 minutos: ideais para trabalhadores com tempo limitado durante a jornada
  • Quizzes interativos: eficazes para fixar conteúdo de forma leve e verificar o aprendizado
  • Materiais visuais nos pontos de acesso: cartazes e comunicados nos vestiários, refeitórios e portarias garantem cobertura mesmo para quem não acessa dispositivos digitais com frequência
  • Conteúdo acessível pelo celular: especialmente relevante para trabalhadores operacionais que não têm acesso frequente a computador
  • Atividades presenciais no início ou fim do turno: dinâmicas rápidas de 15 a 20 minutos têm maior adesão do que palestras longas em horário de expediente

Etapa 6: envolva as lideranças como multiplicadores

A liderança é o fator que mais influencia a adesão dos trabalhadores a qualquer campanha interna. Quando o gestor participa ativamente das ações do Maio Amarelo e reforça as mensagens da campanha nas reuniões de equipe, o engajamento da equipe aumenta de forma significativa.

Para envolver as lideranças de forma eficaz:

  • Apresente os objetivos e o calendário da campanha para os gestores antes do lançamento
  • Forneça materiais prontos para que eles reforcem as mensagens com as equipes
  • Convide líderes para participar visivelmente das ações, e não apenas para autorizar a participação
  • Reconheça publicamente os gestores cujas equipes atingirem as metas de participação

Etapa 7: documente tudo com evidências auditáveis

A documentação da campanha de Maio Amarelo é importante tanto para comprovar a realização das ações quanto para subsidiar a análise de resultados e o planejamento das próximas edições.

O que registrar durante a campanha:

  • Participação de cada trabalhador nas atividades presenciais e digitais
  • Conteúdos acessados e percentual de conclusão
  • Resultados dos quizzes e avaliações de aprendizagem
  • Registros fotográficos das atividades presenciais
  • Feedbacks coletados dos trabalhadores

Além disso, ao final do mês, é importante consolidar todos esses dados em um relatório que possa ser apresentado à liderança com indicadores claros de cobertura, engajamento e impacto. Para entender como estruturar essa apresentação, o artigo sobre como fazer uma campanha corporativa de sucesso oferece um roteiro complementar.

Etapa 8: meça os resultados e planeje a continuidade

Uma campanha de Maio Amarelo que termina no dia 31 sem análise de resultados perde metade do seu valor. Portanto, ao final do mês, compare os dados coletados com os objetivos definidos na etapa 1 e avalie o que funcionou, o que pode ser melhorado e quais temas precisam de reforço ao longo do ano.

Os indicadores mais relevantes para medir os resultados incluem:

  • Taxa de participação geral e por setor
  • Percentual de conclusão dos conteúdos digitais
  • Resultados dos quizzes comparados com o resultado esperado
  • Feedbacks qualitativos dos trabalhadores sobre a relevância das ações
  • Variação nos registros de acidentes de trajeto nos meses seguintes à campanha

Além disso, o Maio Amarelo não precisa ser a única iniciativa de segurança no trânsito do ano. Incluir o tema no calendário anual de programas de SST da empresa, com reforços periódicos ao longo do ano, é o que transforma uma campanha pontual em cultura preventiva duradoura.

Como a Weex apoia a campanha de Maio Amarelo

Organizar todas essas etapas manualmente, com planilhas, e-mails e ferramentas separadas, consome um tempo que a maioria dos responsáveis simplesmente não tem. A Weex centraliza a execução da campanha de Maio Amarelo com conteúdo pronto sobre segurança no trânsito, distribuição segmentada por perfil de trabalhador, controle de participação por pessoa, notificações automáticas para quem ainda não concluiu os conteúdos e relatórios automáticos de engajamento prontos para apresentar à liderança ao final do mês.

Dessa forma, a equipe responsável pela campanha foca na qualidade das ações e no engajamento dos trabalhadores, sem se perder na logística de documentação e acompanhamento manual.

Conclusão

Fazer uma campanha de Maio Amarelo eficaz não exige grandes orçamentos nem estruturas complexas. Exige planejamento, objetivos claros, conteúdo contextualizado para a realidade dos trabalhadores e mecanismos de acompanhamento que garantam cobertura e documentação.

Quando bem executada, a campanha de Maio Amarelo e segurança no trânsito deixa de ser uma obrigação do calendário e se torna uma demonstração concreta de que a empresa se preocupa com a segurança dos seus trabalhadores, dentro e fora do ambiente de trabalho.

Perguntas frequentes sobre Maio Amarelo e Segurança no Trânsito:

A campanha de Maio Amarelo é obrigatória por lei?

Não existe legislação federal que obrigue as empresas a realizarem a campanha de Maio Amarelo com esse nome específico. No entanto, acidentes de trajeto são reconhecidos como acidentes de trabalho pela Lei n.º 8.213/91 e geram obrigações legais para a empresa. Além disso, a NR-1 exige que as organizações gerenciem todos os riscos ocupacionais, incluindo os relacionados ao deslocamento de trabalhadores. Portanto, ainda que a campanha seja voluntária enquanto nome, as obrigações que ela endereça têm base legal concreta.

Quem deve ser responsável pela organização da campanha de Maio Amarelo dentro da empresa?

A responsabilidade pode recair sobre diferentes áreas dependendo da estrutura da empresa. Em organizações com equipe de SST estruturada, o técnico ou engenheiro de segurança do trabalho geralmente lidera a iniciativa. Em empresas menores, o RH costuma assumir essa responsabilidade. O mais importante é que haja um responsável claro, com apoio da liderança e envolvimento das áreas operacionais no planejamento.

Como adaptar a campanha de Maio Amarelo para trabalhadores que não dirigem?

A segurança no trânsito vai além de quem dirige. Pedestres, ciclistas e usuários de transporte público também estão sujeitos a riscos no deslocamento. Por isso, os conteúdos da campanha devem ser adaptados para incluir comportamentos seguros para todos os perfis de deslocamento: cuidados ao atravessar a rua, visibilidade para ciclistas, comportamento em transporte coletivo e uso de faixa de pedestre, entre outros. Essa abordagem amplia o alcance e a relevância da campanha para 100% dos trabalhadores.

É possível combinar a campanha de Maio Amarelo com a SIPAT?

Sim, e essa é uma estratégia cada vez mais adotada pelas empresas que realizam a SIPAT em maio. Integrar os dois temas em uma única semana otimiza o calendário, concentra o esforço de comunicação e aumenta o impacto das ações. Para quem quiser explorar essa integração em detalhes, o artigo sobre SIPAT e Maio Amarelo apresenta um guia específico para essa combinação.

Como usar os materiais oficiais do Maio Amarelo na campanha interna?

O Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) disponibiliza gratuitamente kits de comunicação, vídeos, artes e materiais educativos para empresas que desejam aderir ao movimento. O uso da identidade visual do Maio Amarelo é liberado para ações de conscientização sem fins comerciais. Além dos materiais do ONSV, o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) também publica recursos de apoio que podem ser adaptados para o contexto corporativo.